3 de abril de 2011

Definindo a mim mesma...

"...Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que'nada é para sempre'".
Gabriel García Márquez
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2 de abril de 2011

Keity

Nesse momento estou tão atarefada que se o dia tivesse 30 horas não seriam suficientes pra eu cumprir tudo o que preciso. Mas, não tinha como deixar passar esse desabafo, porque por mais ocupada que eu esteja, meu pensamento sempre se volta pra ela e pra falta que ela me faz.
A Keity, foi minha professora na graduação no 3º ano, de neuro 2 e patologia e supervisora de estágio no último ano, e desde o início eu senti por ela uma admiração intensa. A Keity é do tipo de pessoa que te contagia, que te leva a querer ser mais e melhor, não só em relação ao conhecimento, mas como ser humano. Porque eu não conheço ninguém que seja tão humano como ela. O amor que ela tem pelo próximo é tão intenso que seja a ser palpável. Você observa ela trabalhando e os olhos ficam marejados, porque você percebe o amor do Pai fluindo pelas mãos dela. Isso, foi ela que me mostrou também, sem saber, que a Fisioterapia é a forma mais bela de se servir a Deus.
A dor que a ausência dela me provocou é intensa e tão forte, que eu sinto vontade de chorar toda vez que ponho os pés na São Judas, porque nada mais será tão bom ou tão prazeroso sem ela por perto... Neste momento eu só permaneço porque ela me pediu, e porque também amo cada paciente daquele setor. 
A Keity também me mostrou que chamados podem ser adiados, mas não evitados. E a neuro me pegou!
Espero que ela fique bem não só fisicamente, mas espiritualmente também, e que consiga concretizar o sonho do seu coração... Mas vou sentir sua falta todo o tempo. Consequência do amor que ela fez brotar no meu coração... Pra sempre!

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"Me empresta seu peito, porque a dor não tá cabendo só no meu"

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